
- Sim, senhor – repetiu Tom
Então existiam leis, toda regra tem uma exceção, pensou Tom enquanto tornava a guardar suas coisas na caixa. Mas como ele iria chegar em Hogwarts sem dinheiro?
- Não tenho dinheiro
- Isto é facilmente remediável – disse Dumbledore, tirando uma bolsa de couro do bolso – Há um fundo em Hogwarts para os que precisam de ajuda para comprar os livros e vestes. Você talvez tenha de comprar alguns livros de feitiços de segunda mão, mas...
- Onde se comprar os livros de feitiços? – interrompeu Tom, que tinha pegado a bolsa com o dinheiro sem agradecer. Tom não gostava de Dumbledore.
- No beco Diagonal. Trouxe a sua lista de livros e materiais. Posso ajuda-lo a encontrar tudo..
- O senhor vai me acompanhar? – perguntou Tom erguendo a cabeça
Nunca dependera de ninguém pra nada, não seria agora que iria depender de alguém. Ele sabia, que iria brilhar no mundo do qual pertence.
- Certamente, se você...
- Não preciso senhor – retrucou Tom, rapidamente – Estou acostumado a fazer tudo sozinho. Ando por toda a Londres, desacompanhado. Como se chega a esse beco Diagonal, senhor? – acrescentou, ao ver o olhar de desagrado do seu novo... Professor.
Dumbledore entregou a Tom uma lista, ele deu uma breve olhada. Seria como nos filmes? Ele viu que iria precisar de um calderão, de varinha... Ele não ligava realmente, iria poder fazer o mundo dele, o mundo da magia de Tom Servolo Riddle. O prof. Dulmbledore lhe ensinou como se chegava ao beco Diagonal e acrescentou:
- Você o verá, apesar dos trouxas, aqueles que não são bruxos, não poderem enxergar. Pergunte por Tom, o dono do bar, é fácil lembrar pois ele tem o seu nome.
Tom se irritou com aquilo. Não gostava do nome, era normal, não se encaixava com ele. Será que com o pai se encaixava? Sempre pensou que o pai era um grande bruxo, mas a Sra.Cole nunca soube lhe dizer nada. Dumbledore percebeu a relutância de Tom.
- Não gosta do nome “Tom”?
- Muita gente tem esse nome – murmurou e perguntou – Meu pai era bruxo? Ele também se chamava Tom Riddle, me disseram.
- Receio não saber – respondeu gentilmente
- Minha mãe devia ser trouxa ou não teria morrido – disse pensando – Deve ter sido ele. Muito bem, depois de comprar o que eu preciso, quando vou pra Hogwarts?
- Todos os detalhes estão na segunda folha de pergaminho no seu envelope. – informou Dumbledore – Você embarcará na estação de King’s Cross no primeiro dia de setembro. Há também um bilhete de trem ai dentro.
Tom assentiu. Dumbledore se levantou e estendeu a mão mais uma vez. Segurando-a Tom disse:
- Posso falar com as cobras. Descobri isso quando fui ao campo, nos passeios, elas me acham, e surrusam coisas, pra mim. – Mentiu Tom, não podia colocar em risco Nagini
- Não é normal – respondeu Dumbledore após uma hesitação – Mas há ocorrências. - o homem se ajeitou para ir embora, saindo do aperto de mãos - Ate mais Tom.
Fim do Capitulo
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