terça-feira, 27 de julho de 2010



9 anos depois, 1935.

Tom Riddle morava em um orfanato em Londres, sua mãe havia morrido logo após lhe dar a luz e ninguém no orfanato sabia do seu pai, ou de algum parente próximo. Tom era um garoto pálido, alto, dos olhos castanhos, cabelos negros caídos os olhos em uma franja desajeitada. Ele morava no segundo andar do orfanato, em um quarto pequeno onde havia uma cama de ferro, e um pequeno guarda-roupa. Todo dia ele e seus colegas do orfanato vestiam uma bata cinza, desciam para o café da manha e depois iam pra aula, que era dada pelas senhoras que cuidavam dos garotos. Tom era o mais esperto de seus colegas, quase nunca conversa com as pessoas. Tom era uma pessoa desconhecida por 9 anos.
A governanta do orfanato, a Sra. Cole, sempre conseguia arrumar um passeio de graça aos órfãos nas férias de verão, ou ao campo ou a praia. Tom e os colegas iriam a praia, todos estavam felizes e não se falava em outra coisa pelos cantos do orfanato. Apenas Tom ficou calado o tempo todo, ele sabia como se divertir sozinho, a custas dos colegas e claro.

Eles foram a pé para a praia, o mar e a areia eram escuros. Era uma festa para os órfãos, menos para Tom Riddle. Tom se irritava em ver os colegas felizes, e ficava mais irritado quando uma de suas professoras o comparava com os colegas. Aquilo era um insulto, ele jamais serie um verme como os outros. Denis Bishop e Amanda Benson estavam brincando de jogar areia uns nos outros, quando atingiram Tom. O rosto do garoto se encheu de crueldade e raiva, Denis e Amanda o olharam, aterrorizados.
A fim de poder ficar sozinho com os dois colegas, Tom correu ate a uma ponta da praia que era rochosa, onde havia uma caverna no mar, não era muito longe, mas seria necessário esforço pra chegar ate la. Eram 16 horas quando eles chegaram ao inicio da caverna. Era escura e úmida, Tom, Denis e Amanda entraram ate o fundo da caverna. Amanda começou a chorar

- Vamos embora Denis, to com medo, vão ir embora sem a gente, Tom, por favor... – ela se virou pra Riddle que sorriu do desespero dela – Por favor, deixa a gente ir

- Vamos Amanda, deixa esse maluco ai sozinho – Denis sussurrou, mas usou as palavras erradas.



Continua...

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